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Pediatra condenado por estupro de crianças volta a cumprir pena em presídio, em João Pessoa

05/06/2026 18h29

O pediatra Fernando Cunha Lima, condenado por estupro de vulnerável, voltou a cumprir pena em presídio de João Pessoa nesta sexta-feira, após expirar sua prisão domiciliar.

Recentemente, a Justiça ampliou uma de suas penas para 32 anos de prisão, somando-se a outra condenação de 20 anos pelos abusos contra pacientes.

O médico foi denunciado por estupro contra 6 crianças atendidas em seu consultório, após a primeira denúncia formal ser registrada em julho de 2024.

O médico pediatra Fernando Cunha Lima, condenado duas vezes por estupro contra crianças, voltou a cumprir pena no Presídio Especial do Valentina, em João Pessoa, nesta sexta-feira (5). Ele se apresentou após o período da prisão domiciliar expirar, que era de 180 dias.

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De acordo com o advogado de defesa do médico, Lucas Mendes, já foi protocolado um pedido de prorrogação da prisão domiciliar, com intuito de recolar o pediatra preso na própria residência por questões de saúde. Não há prazo para a Justiça da Paraíba analisar esse pedido.

O médico estava no regime de prisão domiciliar desde dezembro de 2025, quando deixou o Presídio Especial do Valentina, onde havia ficado preso um período preso.

Na terça-feira (2), uma das penas de uma das condenações de Fernando Paredes Cunha Lima foi ampliada. Com a nova decisão, uma das penas passou de 22 anos, 5 meses e 2 dias para 32 anos e 7 dias de prisão, por estupro de vulnerável.

Além dessa condenação, Fernando Paredes Cunha Lima foi condenado em outro processo pelo mesmo crime, em março de 2026. A pena nesse caso foi de 20 anos de prisão.

O pediatra cometeu o estupro de vulnerável contra uma criança durante consultas médicas, segundo a Justiça. Os crimes aconteceram em momentos diferentes, em março e abril de 2021. A juíza de uma das condenações observou um padrão de comportamento com a reincidência da conduta.

O crime tipificado foi de estupro de vulnerável, mas como aconteceram em momentos diferentes, foram considerados crimes separados, ou seja, foi aplicado o entendimento de concurso material, que fixou a pena em 20 anos de reclusão em regime fechado.

Na mesma decisão, a Justiça entendeu também que o médico fosse absolvido da acusação de estupro contra uma outra menor de idade, pois "o conjunto probatório não alcança a certeza necessária ao decreto condenatório", ou seja, as provas no processo não foram suficientes para determinar condenação. Foi aplicado o entendimento de "em dúvida, pró réu".

Fernando Cunha Lima foi preso inicialmente no dia 7 de março de 2025 em Pernambuco, e transferido para a Paraíba no dia 14 de março do mesmo ano.

Fernando Cunha Lima se tornou réu por estupro em agosto de 2024, quando a Justiça da Paraíba aceitou a primeira denúncia contra ele, mas negou o pedido de prisão preventiva. A ordem de prisão foi decretada em 5 de novembro de 2024.

No mesmo dia, a Polícia Civil tentou cumprir o mandado, mas não localizou o acusado. Desde então, ele passou a ser considerado foragido, até ser preso meses depois.

Fernando Paredes Cunha Lima foi denunciado por estupro contra seis crianças que eram suas pacientes.

A primeira denúncia formal de estupro de vulnerável contra o pediatra Fernando Cunha Lima aconteceu no dia 25 de julho de 2024. A mãe da criança, que estava no consultório, disse em depoimento que viu o momento em que ele teria tocado as partes íntimas da criança. Ela informou que, na ocasião, imediatamente retirou os dois filhos do local e foi prestar queixa na Delegacia de Polícia Civil.